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Rosappaula
Envelheço,
quando
abro
a
janela,
vejo
o
tempo
passando,
a
vida
se
dissipando
como
o
sol
no
poente,
tantos
sonhos
morrendo
sem
oriente.
Fecho-me
relendo,
os
versos
de
outrora,
não
tendo
novas
idéias,
ficando
apenas
com
as
saudades,
sem
condições
de
inovar.

Envelheço,
vendo
o
novo
que
surge,
deixando-me
assustada
querendo
acompanhar,
mas
minha
mente
teima
em
não
aceitar.
Torno-me
impaciente
querendo
lutar,
a
felicidade
me
abandona,
não
consigo
ver,
escutar,
nem
me
expressar.
Meu
pensamento
se
vai,
retorna
apenas
com
incertezas
sem
nada
para
acrescentar,
o
tempo
continua
a
passar.

Envelheço,
quando
me
preocupo
com
os
acontecimentos
deste
mundo
hipócrita,
sentindo-me
culpada,
por
nada
poder
fazer
sem
condições
de
ajudar,
procurando
resolução
para
os
meus
problemas,
esquecendo
dos
mais
graves
existentes
com
os
outros.

Envelheço,
quando
consigo
perder
até
mesmo
um
crepúsculo
porque
lágrimas
teimam
em
rolar
pelas
minhas
faces,
por
saber
que
estando
extremamente
triste
não
vejo
em
quem
me
apoiar.
Envelheço,
quando
tenho
chance
de
amar,
deixo
meu
coração
a
pensar:
será
que
vale
a
pena
correr
o
risco
de
me
dar?
Será
que
vai
compensar?
Envelheço,
quando
permito
que
o
cansaço,
o
desânimo,
o
desalento,
tomem
conta
de
minha
alma
que
se
põe
a
lamentar,
em
presenciar
tantas
injustiças
e
maldades.
Envelheço,
enfim,
quando
ouso
parar
de
lutar.
Rosappaula

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